sábado, março 7, 2026
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Julgamento de Hytalo Santos é suspenso

Habeas corpus que pode levar influenciador e marido a responderem em liberdade será reanalisado pelo TJ da Paraíba no próximo dia 24

O julgamento que pode mudar os rumos do caso envolvendo o influenciador digital Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, foi adiado nesta terça-feira (10) pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). A análise do pedido de habeas corpus foi interrompida após um pedido de vista, mesmo diante de um voto favorável à substituição da prisão preventiva por medidas cautelares.

Durante a sessão da Câmara Criminal, o desembargador João Benedito se posicionou pela revogação da prisão preventiva do casal, defendendo que medidas alternativas seriam suficientes para garantir o andamento do processo e a preservação da ordem pública. O magistrado destacou que o uso de mecanismos de controle menos gravosos atende aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade.

Entre as medidas sugeridas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar os municípios de João Pessoa e Bayeux, além da vedação de qualquer contato com os adolescentes envolvidos no caso e seus familiares. Para o relator do voto, essas restrições seriam eficazes para evitar riscos à investigação e às vítimas.

No entanto, a decisão final acabou adiada após o desembargador Ricardo Vital solicitar vista do processo, suspendendo o julgamento. Com isso, a conclusão da análise do habeas corpus ficou marcada para a próxima sessão da Câmara Criminal do TJPB, prevista para o dia 24 de fevereiro.

O pedido apreciado nesta terça-feira é independente de outras tentativas feitas pela defesa em setembro e novembro de 2025, ambas negadas pela Justiça. Desta vez, os advogados sustentam a tese de excesso de prazo, alegando demora na conclusão da instrução criminal e na prolação da sentença.

Hytalo Santos e Israel Vicente estão presos preventivamente desde agosto de 2025, quando foram detidos no dia 15, em São Paulo. Posteriormente, o casal foi transferido para o Presídio do Róger, em João Pessoa, onde permanece desde o dia 28 do mesmo mês.

Paralelamente ao processo criminal em curso no Tribunal de Justiça da Paraíba, os dois também respondem a uma ação na Justiça do Trabalho, na qual são acusados de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual e de submeter vítimas a condições análogas à escravidão.

A expectativa agora se volta para a próxima sessão, quando o tribunal deverá retomar o julgamento e definir se o casal continuará preso ou poderá responder ao processo em liberdade, sob rigorosas medidas judiciais.

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