sábado, março 7, 2026
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Hugo Motta age e Fim da escala 6×1 avança na Câmara

Proposta encaminhada por Hugo Motta à CCJ pode transformar a rotina de milhões de trabalhadores; presidente defende diálogo e afirma que país precisa acompanhar avanços tecnológicos


A possibilidade de pôr fim à tradicional escala de trabalho 6×1 — em que o trabalhador atua seis dias para folgar apenas um — voltou ao centro do debate nacional. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pode alterar de forma significativa a jornada de milhões de brasileiros.

Neste primeiro momento, a CCJ analisa apenas a admissibilidade da proposta, ou seja, se ela está de acordo com os preceitos constitucionais. Caso avance, a matéria seguirá para uma comissão especial, onde será discutida em profundidade antes de eventual votação no plenário.

Ao defender o encaminhamento da PEC, Motta ressaltou que o debate precisa ser conduzido com equilíbrio e responsabilidade. “Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros. O mundo avançou, principalmente na área tecnológica, e o Brasil não pode ficar para trás”, afirmou o presidente da Câmara em publicação na rede social X.

Em entrevista a uma rádio da Paraíba, citada pela Agência Câmara, Motta classificou a mudança como um desejo “antigo” da classe trabalhadora e destacou o impacto direto que a medida pode ter na economia. Segundo ele, é necessário buscar uma proposta que promova “justiça”, sobretudo em um cenário em que os dados do IBGE apontam níveis historicamente baixos de desemprego.

A discussão reacende um embate clássico entre produtividade e qualidade de vida. Para trabalhadores, o fim da escala 6×1 representa mais tempo para a família, descanso adequado e melhor saúde mental. Para setores empresariais, o tema exige cautela, já que alterações na jornada podem influenciar custos, organização de turnos e competitividade.

Ao comparar o momento atual com a criação da carteira de trabalho, Motta lembrou que, no passado, também houve previsões pessimistas que não se concretizaram. “É importante lembrar que, quando a carteira de trabalho foi criada, fizeram péssimas projeções”, afirmou.

O avanço da PEC marca o início de um debate que promete mobilizar centrais sindicais, entidades patronais e especialistas em economia e direito do trabalho. Mais do que uma mudança na rotina semanal, a proposta pode simbolizar uma redefinição das relações de trabalho no país — em um Brasil que busca conciliar crescimento econômico com dignidade e bem-estar para quem move a máquina produtiva todos os dias.

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