O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira, protocolou requerimentos solicitando a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, banca pertencente a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A medida foi formalizada nesta semana e passou a compor o conjunto de iniciativas em análise no colegiado, que apura a atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com estruturas institucionais e privadas.
Além das quebras de sigilo, o senador também requereu a convocação da advogada para prestar depoimento à comissão, ampliando o alcance das diligências propostas no âmbito da CPI. A movimentação acrescenta um componente de maior sensibilidade política e institucional aos trabalhos, por envolver vínculo familiar com integrante do Supremo, o que tende a elevar o nível de escrutínio público sobre a tramitação e as decisões do colegiado.
A eventual aprovação dos pedidos abrirá caminho para acesso a registros financeiros, fiscais e de comunicações relacionados ao escritório, com a finalidade de esclarecer fatos considerados relevantes para as linhas investigativas em curso. A análise sobre admissibilidade, pertinência e alcance das medidas caberá aos integrantes da CPI, que deliberarão sobre aprovação ou rejeição dos requerimentos, definindo os próximos passos da comissão.
Com os requerimentos agora incorporados à pauta da CPI, o caso passa a acompanhar o ritmo das deliberações internas do Senado, em um contexto de repercussão crescente e de expectativa sobre como a comissão pretende conduzir apurações que envolvem temas de alta sensibilidade institucional no país, mantendo o debate sobre investigações parlamentares e seus desdobramentos no centro da agenda pública.
Redação: Leonardo Cruz
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