A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal prenderam o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de fraudes envolvendo o fundo previdenciário dos servidores do Estado do Rio de Janeiro. A detenção ocorreu após o avanço das diligências que buscam esclarecer decisões administrativas relacionadas a investimentos considerados irregulares e possíveis impactos sobre o patrimônio destinado ao pagamento de aposentadorias e pensões.
Deivis Marcon Antunes havia renunciado ao cargo em 23 de janeiro, em meio à intensificação das apurações sobre a gestão de recursos do Rioprevidência. A linha investigativa se concentra em aplicações financeiras realizadas junto ao Banco Master, operações que, no contexto da investigação, são avaliadas quanto à regularidade dos procedimentos, aos critérios de escolha dos investimentos e à eventual ocorrência de prejuízos ao fundo.
A investigação procura detalhar a cadeia de decisões que levou às aplicações sob questionamento, incluindo a identificação de eventuais responsabilidades de gestores, intermediários e demais envolvidos nas operações. Com o aprofundamento da análise de documentos, contratos e registros financeiros, as autoridades buscam verificar se houve favorecimento indevido, desvio de finalidade ou prática de atos que possam configurar ilícitos contra o interesse público.
A atuação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal integra o cumprimento de medidas judiciais autorizadas no curso do inquérito, em um movimento que sinaliza endurecimento na apuração de investimentos de fundos públicos e no acompanhamento de operações que envolvem recursos previdenciários, cujo caráter é essencial para a segurança financeira de milhares de servidores.
Até o momento, não há manifestação pública da defesa de Deivis Marcon Antunes sobre a prisão, enquanto o caso permanece em andamento e segue sob análise das autoridades responsáveis. A investigação reforça a relevância do controle e da transparência na gestão de fundos previdenciários e mantém em evidência o acompanhamento institucional sobre o uso de recursos públicos destinados à proteção social dos servidores, tema que segue sendo acompanhado pelo GOIÁS DA GENTE com compromisso estritamente informativo.
Redação: Leonardo Cruz
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