sábado, março 7, 2026
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Pastor condenado por estupro é morto a tiros em praça pública

Execução em plena luz do dia chocou moradores de Juara; vítima cumpria pena em regime semiaberto e prestava serviços comunitários

A tranquilidade na cidade Juara foi brutalmente interrompida, município a 690 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso. Em plena Praça dos Colonizadores, no coração da cidade, um homem condenado por estupro de vulnerável foi executado a tiros diante de testemunhas, em um crime que expôs feridas profundas e reacendeu debates sobre justiça, violência e vingança.

A vítima, identificada como Altair da Silva Santos, de 46 anos, era pastor evangélico e cumpria pena em regime semiaberto. Segundo a Polícia Militar, ele foi surpreendido por dois homens que chegaram ao local em uma motocicleta. Sem qualquer aviso, os suspeitos efetuaram três disparos, todos atingindo o rosto da vítima. Em seguida, fugiram rapidamente pela própria praça, tomando rumo à Avenida José Alves Bezerra, em direção ao bairro Jardim América.

Quando as equipes policiais chegaram, Altair já estava caído de costas no chão, com intenso sangramento. Testemunhas relataram que a ação foi extremamente rápida e silenciosa — nenhum diálogo, apenas os disparos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros foram acionados, mas a morte foi constatada ainda no local.

A área foi isolada pela Polícia Militar para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e liberado posteriormente para sepultamento.

Altair havia sido preso em 2023, acusado de estuprar uma menina de 11 anos, filha de uma mulher que trabalhava na igreja onde ele exercia o ministério pastoral. Em julho de 2024, foi condenado a 12 anos de prisão por estupro de vulnerável. À época do assassinato, ele participava de atividades de ressocialização, realizando serviços de limpeza urbana para a Prefeitura de Juara, por meio da Fundação Nova Chance, programa estadual voltado à reintegração social de reeducandos. Até o fechamento desta edição, nem a prefeitura nem a fundação haviam se manifestado oficialmente.

A investigação do homicídio está a cargo da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, os autores não foram identificados e a motivação do crime permanece sob apuração. A Polícia Civil informou que trabalha com diferentes linhas investigativas, mas evita divulgar detalhes para não comprometer o avanço das diligências.

O assassinato causou forte comoção em Juara e reacendeu discussões sensíveis sobre a atuação do Estado, o sistema prisional e os limites entre justiça e vingança. Autoridades reforçam que, independentemente do crime cometido pela vítima, execução sumária é crime e deve ser investigada com rigor. O caso escancara a complexidade de situações que envolvem crimes de grande impacto social e coloca novamente em pauta o papel do poder público na garantia da lei, da ordem e dos direitos humanos.

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