O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para autorizar visitas livres e contínuas de dirigentes e parlamentares do Partido Liberal à residência onde ele cumpre prisão domiciliar desde quatro de agosto. A solicitação incluía o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, além de senadores e deputados da sigla, e também foi rejeitada em proposta alternativa que previa dias fixos para as visitas.
Na decisão, Moraes destacou que a prisão domiciliar impõe limitações claras à circulação de pessoas e que não há previsão legal para a liberação irrestrita de visitas sem autorização judicial. Segundo o ministro, a flexibilização pretendida poderia esvaziar as condições da medida cautelar e comprometer o controle imposto pela Justiça ao ex-presidente.
O magistrado autorizou apenas visitas individuais, desde que cada pedido seja apresentado previamente, com indicação de data e horário, ficando a liberação condicionada à análise do Supremo caso a caso. A decisão reafirma que a prisão domiciliar não se confunde com liberdade plena e exige rigor no cumprimento das restrições impostas.
Bolsonaro permanece em prisão domiciliar no âmbito de investigações que apuram articulações antidemocráticas, e a negativa do STF reforça a linha de contenção adotada pela Corte diante de tentativas de politização da medida judicial, em um contexto de intensa atenção institucional e política que segue sendo acompanhado pelo GOIÁS DA GENTE com compromisso estritamente informativo.
Redação: Leonardo Cruz
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