O número de diagnósticos de câncer de pele no Brasil apresentou crescimento expressivo ao longo dos últimos dez anos, conforme levantamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Em dois mil e quatorze, foram registrados quatro mil duzentos e trinta e sete casos, enquanto em dois mil e vinte e quatro o total chegou a setenta e dois mil setecentos e vinte e oito, evidenciando uma escalada que preocupa especialistas e gestores da área da saúde.
O avanço é atribuído a um conjunto de fatores, entre eles a maior exposição ao sol sem proteção adequada, o envelhecimento progressivo da população e a ampliação do acesso a exames dermatológicos em determinadas regiões do país. Ao mesmo tempo, os dados revelam desigualdades importantes no diagnóstico precoce, já que o crescimento dos registros não ocorre de forma uniforme em todo o território nacional.
A distribuição regional mostra maior concentração de casos nas regiões Sul e Sudeste, com destaque para estados como Espírito Santo e Santa Catarina, que historicamente apresentam índices elevados da doença. Nas regiões Norte e Nordeste, embora os números absolutos ainda sejam menores, já há sinais consistentes de crescimento em estados como Rondônia e Ceará, indicando tendência de avanço também nessas áreas.
Especialistas alertam que o diagnóstico tardio eleva significativamente o risco de complicações e de mortalidade, o que reforça a necessidade de intensificar ações de prevenção, estimular o uso regular de proteção solar e ampliar o acesso da população a consultas e exames dermatológicos, especialmente pelo sistema público de saúde.
O aumento dos casos evidencia a urgência de políticas públicas voltadas à prevenção do câncer de pele e à redução das desigualdades regionais no acesso ao diagnóstico e ao tratamento, em um tema que impacta diretamente a saúde da população brasileira e segue sendo acompanhado pelo GOIÁS DA GENTE com compromisso estritamente informativo.
Redação: Leonardo Cruz
www.goiasdagente.com.br



