Três meses após sua prisão, Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, apontado como serial killer, vai enfrentar o Tribunal do Júri em Rio Verde em três datas consecutivas para responder por três feminicídios. O réu confesso será julgado pelos assassinatos de Elisângela da Silva Souza, de 26 anos; Monara Pires Gouveia de Moraes, de 31 anos; e Alexânia Hermógenes Carneiro, de 40 anos, conhecida como Lessi. Todas as sessões começam às 9h.
O primeiro julgamento está marcado para o dia 10 de dezembro, referente à morte de Elisângela. Em seguida, ele será julgado no dia 15 pelo homicídio de Monara, e no dia 16, pelo assassinato de Alexânia.
Nos três casos, Rildo responde por crimes que incluem feminicídio triplamente qualificado, estupro, roubo majorado e ocultação de cadáver. No caso de Elisângela, o Ministério Público também solicita indenização de R$ 100 mil aos familiares da vítima.
Em nota, o advogado de defesa, Dr. Nylson Schmidt, destacou que a atuação da defesa se limita a garantir o cumprimento do devido processo legal. “A Justiça se constrói com equilíbrio, respeito às vítimas, à sociedade e às garantias legais. Confiamos no trabalho do Judiciário e na soberania do Tribunal do Júri”, afirmou.
Segundo o delegado titular do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH), Adelson Candeo, Rildo confessou ter matado Elisângela após ser desarmado e ferido no braço com a própria faca usada para ameaçá-la. “Ela tomou a faca dele, acertou o braço e ele perdeu a paciência, matando a vítima”, relatou.
O suspeito afirmou ainda que enterrou o celular da vítima, que posteriormente foi encontrado dentro do colchão do réu, recolhido por uma vizinha após o descarte. “No caso de Elisângela, deu positivo para espermatozoides”, completou o delegado.
Inicialmente, Rildo havia confessado apenas o roubo e a ocultação do corpo, negando o homicídio e o abuso sexual. Ele alegou que a vítima teria caído, batido a cabeça e morrido, e que havia retirado a calça dela antes de enterrar parcialmente o corpo.
No dia 23 de setembro, o réu também confessou o assassinato de Monara. Segundo ele, a vítima teria furtado R$ 600 de sua casa durante uma faxina. Cerca de um mês depois, ao reencontrá-la, Rildo a levou até um terreno baldio, onde a estuprou, agrediu na cabeça e ateou fogo, prendendo-a sob uma cama box.
Já no caso de Alexânia, o acusado disse ter se revoltado ao descobrir que ela teria comprado drogas de um traficante alegando que seriam para ele. “Ele disse que quando fica nervoso não se controla”, afirmou o delegado.
Leia a nota completa da defesa:
“A defesa, Dr. Nylson Schmidt, informa que foi designada data para a realização do Tribunal do Júri. A atuação da defesa não representa qualquer juízo de valor sobre os fatos, mas o cumprimento do dever constitucional de garantir o devido processo legal. A Justiça se constrói com equilíbrio, respeito às vítimas, à sociedade e às garantias legais. A defesa confia no trabalho do Judiciário e na soberania do Tribunal do Júri.”
Redação: Goiás da Gente
Jornalista: João Pedro Lira



