sábado, março 7, 2026
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O escândalo do Grupo Comanche: da energia limpa à lavagem de dinheiro do PCC

O Grupo Comanche nasceu prometendo sustentabilidade, com usinas de biocombustíveis em São Paulo e discursos sobre energia limpa. Mas, segundo investigações da CVM, do TJSP e da Polícia Federal, por trás da fachada verde havia um dos esquemas mais complexos de fraude financeira e lavagem de dinheiro já rastreados no setor.

A estrutura era comandada por Alicia Navar Loyola, empresária mexicana e sócia da offshore Comanche Corporation (nas Ilhas Cayman), ao lado de Victor Mariz Taveira, diretor da Acrux Administração de Recursos – responsável pelos fundos que davam aparência legal às operações.

O principal deles, o Comanche Clean Energy FIDC Mercantis, foi condenado pela CVM por operar com recebíveis falsos, inflar balanços e desviar recursos entre empresas do mesmo grupo, num claro caso de confusão patrimonial. A multa total ultrapassou R$ 11 milhões, e os gestores foram inabilitados por 3 anos.

Mas o que parecia ser apenas mais uma fraude no mercado financeiro ganhou contornos de crime organizado com a Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal. A investigação apontou que a Comanche estava ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Créditos podres eram comprados, e os pagamentos – muitas vezes em espécie – vinham de fontes ligadas ao tráfico e ao crime. O dinheiro era “limpo” no Brasil e transferido para fora via Ilhas Cayman.

Além disso, o grupo contava com blindagem jurídica de peso. Documentos apontam o envolvimento do escritório Salomão Advogados, ligado aos filhos de um ministro do STJ, como articulador jurídico que ajudava a pressionar credores e espalhar desinformação.

Redação

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