O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, elogiou neste domingo (21/9) as manifestações realizadas em todas as capitais do país contra a proposta de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Para o ministro, os protestos foram um marco de mobilização popular em defesa das instituições democráticas.
“Essas manifestações são a prova viva da força do povo brasileiro na defesa da democracia”, afirmou Mendes, ressaltando que a sociedade demonstrou maturidade política ao se posicionar contra qualquer tentativa de perdão a crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito.
O magistrado também destacou o papel do STF no processo, lembrando que a Corte atuou com “coragem e firmeza” para responsabilizar de forma exemplar os envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. “Crimes contra a democracia não podem ser relativizados. É dever das instituições puni-los com rigor”, reforçou.
Durante sua fala, Mendes enfatizou que a bandeira que uniu os manifestantes foi a do Brasil, símbolo da soberania nacional e da unidade do povo. Para ele, a mensagem enviada pelas ruas é clara: não haverá espaço para retrocessos.
Além de defender a necessidade de punição, o ministro aproveitou para apontar os desafios que ainda precisam ser enfrentados pelo país, como economia, segurança pública, meio ambiente e justiça social. “O Brasil precisa de estabilidade para avançar em pautas que toquem diretamente a vida do cidadão”, concluiu.
As declarações de Gilmar Mendes repercutem em meio a um cenário de forte debate político, no qual setores da sociedade pressionam contra qualquer medida que possa abrir caminho para a anistia aos condenados pelos atos de janeiro de 2023.
Redação



