O Hospital de Urgências de Goiás “Dr. Valdemiro Cruz” (HUGO), em Goiânia, iniciou mutirões de cirurgias como medida emergencial para reduzir a grave superlotação da unidade. A ação acontece entre os dias 27 de agosto e 14 de setembro, com a meta de realizar cerca de 160 procedimentos cirúrgicos em apenas três semanas.
De acordo com a direção, estão sendo priorizadas cirurgias ortopédicas, gerais, vasculares e neurocirurgias de pacientes já avaliados e em condições clínicas favoráveis. A estratégia é acelerar altas hospitalares e liberar leitos, em um cenário onde até pacientes e corpos de pessoas que faleceram chegaram a permanecer nos corredores, devido ao limite operacional ter sido ultrapassado.
A superlotação no HUGO não é novidade, mas o atual cenário acendeu alerta: falta de leitos, espera prolongada e pressão sobre médicos e enfermeiros. O mutirão, embora positivo, é uma resposta emergencial a um problema crônico de gestão da saúde pública.
Desde que passou a ser administrado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, há cerca de um ano, o HUGO recebeu R$ 39 milhões em investimentos. Foram adquiridos ultrassons portáteis, ventiladores, equipamentos de videolaparoscopia, além da reforma do centro cirúrgico. A gestão também promete melhorias permanentes: novos fluxos de pacientes, controle de infecções, acompanhamento ambulatorial e maior rotatividade de leitos.
Apesar dos mutirões e dos investimentos anunciados, o desafio segue sendo garantir atendimento digno e contínuo à população. Pacientes e familiares esperam que a superlotação não volte a se repetir logo após o fim da força-tarefa.
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