A estudante de medicina Paula Abrantes da Silva, 23 anos, morreu após uma colisão frontal na BR-060, entre Chapadão do Sul e Paraíso das Águas (MS), na noite de 17 de agosto. Ela retornava ao Paraguai, onde estudava, depois de visitar a família em Alexânia (GO). O pai, emocionado, relatou que a filha “não queria voltar” e parecia ter pressentido a tragédia.
Paula e o marido deixaram Alexânia após o fim de semana do Dia dos Pais. No trajeto, o Corolla em que estavam colidiu de frente com uma caminhonete. A estudante sofreu ferimentos graves, foi socorrida e transferida a Campo Grande, mas não resistiu e morreu no dia seguinte, 18 de agosto. O marido sobreviveu, mas ficou ferido e deve passar por um período de recuperação de cerca de três meses, sem poder caminhar. As autoridades investigam as circunstâncias da colisão.
O pai da jovem contou que, antes da viagem, a filha demonstrava resistência em voltar para a rotina de estudos no Paraguai, descrevendo que ela estava com o “coração apertado”. Em Alexânia, a morte da estudante causou grande comoção. A prefeitura decretou luto oficial e amigos se despediram em um velório marcado por homenagens. Enquanto isso, a investigação sobre as causas do acidente segue em andamento.
“Ela não queria voltar”, disse o pai, resumindo o sentimento da filha antes de partir. A família cobra respostas sobre a colisão, enquanto a comunidade mantém viva a memória da jovem que sonhava em se formar em medicina e salvar vidas.
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