O cenário político goiano pode ganhar novos capítulos nas próximas semanas. O superintendente do Iphan em Goiás e ex-presidente estadual do Cidadania, Gilvane Felipe, admitiu estar reavaliando sua permanência no partido.
A decisão, segundo ele, não será individual, mas coletiva, envolvendo o grupo político com o qual atua desde 2022. Essa ala, historicamente de centro-esquerda, tem mantido simpatia e apoio a projetos do Partido dos Trabalhadores (PT), o que abre espaço para uma possível migração futura.
Críticas à atual direção
Gilvane não poupou críticas à atual condução do Cidadania em Goiás. Ele denunciou a falta de transparência nos processos internos e o que classificou como um aprofundamento do alinhamento com o “caiadismo”, em referência ao grupo do governador Ronaldo Caiado (União Brasil).
— “Congressos sem convocação, congressos grupistas e uma aproximação explícita com o caiadismo dificultam nossa permanência dentro do partido”, destacou.
Atualmente, o Cidadania é presidido no estado por Iuri de Castro, procurador-geral da Assembleia Legislativa, que vem conduzindo uma federação com o PSB para os próximos quatro anos. Na avaliação de Gilvane, a articulação fortalece o projeto político do presidente da Alego, Bruno Peixoto (União Brasil), figura central na base governista.
Nacional x Estadual
Apesar de reconhecer a importância da visão do ex-senador Cristovam Buarque, que defendeu o apoio do Cidadania à reeleição de Lula através da federação com o PSB, Gilvane alerta que a realidade goiana não pode ser ignorada.
— “Com todo respeito a Cristovam, mas desde quando arquivamos a luta contra o caiadismo em Goiás?”, questionou.
Futuro em aberto
O futuro de Gilvane Felipe e de seu grupo ainda não está definido, mas a possibilidade de desembarque do Cidadania é concreta. Nos bastidores, há quem aposte que o destino natural seja o PT, partido que mantém diálogo próximo com a ala de centro-esquerda representada por ele.
Enquanto a decisão não é tomada, o movimento gera expectativa e pode provocar efeitos diretos na composição de forças para as eleições de 2026.
Redação



