A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) segue presa na Itália após decisão da Corte de Apelação de Roma nesta quarta-feira (13). Mesmo passando mal durante a audiência e recebendo atendimento médico no local, a Justiça italiana manteve a detenção em regime fechado enquanto o processo de extradição continua.
Zambelli foi condenada em maio pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão e à perda do mandato, por crimes ligados à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e falsidade ideológica. Dias após a sentença, deixou o Brasil e foi localizada em Roma, onde foi presa em 29 de julho.
Mal-estar e perícia médica
Durante a audiência, Zambelli alegou sentir-se mal e precisou ser atendida por profissionais de saúde. A defesa afirmou que a parlamentar sofre de síndrome de Ehlers-Danlos, doença rara que afeta articulações e tecidos, e pediu que ela fosse colocada em liberdade provisória ou prisão domiciliar. A Justiça, porém, negou o pedido e determinou que a deputada passe por perícia médica em 22 de agosto, com nova audiência marcada para 27 de agosto.
Processo de extradição pode durar anos
Segundo especialistas, o processo de extradição de Zambelli para o Brasil pode se estender entre um ano e meio e dois anos, dependendo dos recursos apresentados pela defesa. Enquanto isso, ela permanecerá sob custódia das autoridades italianas.
O caso continua gerando repercussão política no Brasil, com aliados denunciando perseguição e opositores defendendo o cumprimento imediato da pena.
Redação



