O Brasil amanheceu em choque após a publicação de um vídeo de quase 50 minutos do youtuber Felca (Felipe Bressanim Pereira), denunciando casos de “adultização” de crianças e adolescentes em conteúdos de internet. O material, que viralizou com dezenas de milhões de visualizações, escancarou o uso da imagem de menores — muitas vezes de forma sexualizada — por influenciadores e até pelos próprios pais, em busca de audiência e lucro.
No vídeo, Felca detalha casos que vão desde influenciadores com milhões de seguidores até canais “familiares” que expõem filhos e filhas em situações constrangedoras. Entre os citados está o influenciador paraibano Hytalo Santos, investigado pelo Ministério Público da Paraíba desde 2024 por exploração sexual infantojuvenil. Seus vídeos, segundo o youtuber, envolviam adolescentes apresentados como “filhos adotivos” em danças e interações com forte apelo sexual. Após a repercussão, o Instagram de Hytalo foi derrubado.
Outro caso é o canal “Bel para Meninas”, que desde a infância da influenciadora Bel Peres, hoje com 18 anos, a mostrava em situações forçadas e humilhantes, muitas vezes impostas pela própria mãe. Também ganhou destaque a história de Caroliny Dreher, que começou a postar vídeos de dança aos 11 anos, com administração da conta pela mãe, e acabou tendo parte do conteúdo compartilhado até em sites adultos.
A repercussão foi imediata. Celebridades como Claudia Leitte e Glória Perez se manifestaram publicamente contra a exploração infantil online. No campo político, parlamentares de diferentes espectros — como Érika Hilton (PSOL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) — pediram endurecimento das leis e mais fiscalização. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu pautar ainda esta semana projetos voltados à proteção de crianças nas redes sociais.
Felca encerra o vídeo com um apelo: que a sociedade pare de se calar diante dessa realidade e denuncie casos suspeitos. “Enquanto houver quem assista, compartilhe e normaliza esse tipo de conteúdo, essas crianças continuarão sendo exploradas”, disse o youtuber.
O Goiás da Gente reforça: Exploração sexual infantil é crime! Denuncie pelo Disque 100 ou pelo aplicativo Proteja Brasil.
Redação



