Em um discurso polêmico nesta segunda-feira (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu e irritou autoridades e cidadãos brasileiros ao colocar Brasília na lista das “capitais mais perigosas do planeta” para justificar uma intervenção federal em Washington D.C.
Trump exibiu um gráfico que apontava a capital americana como a cidade com a maior taxa de homicídios do mundo, alegando 41 assassinatos por 100 mil habitantes. Para reforçar seu argumento, comparou Washington a outras capitais, citando Lima, Cidade do México, Bogotá e até Brasília, que ele atribuiu a taxa de 13 homicídios por 100 mil habitantes.
O presidente norte-americano usou termos como “gangues violentas”, “maníacos drogados” e “hordas de jovens selvagens” para descrever Washington, provocando críticas não apenas internas, mas também internacionais.
A declaração gerou reação imediata no Brasil, já que números da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal mostram que, em 2024, Brasília registrou apenas 6,8 homicídios por 100 mil habitantes, o menor índice desde 1977.
Especialistas apontam que Trump se baseou em dados distorcidos para sustentar sua narrativa política, criando um cenário de medo para justificar o envio de 800 soldados da Guarda Nacional e a tomada do controle da polícia local.
Políticos e cidadãos brasileiros criticaram duramente a citação. “Não é apenas um erro estatístico, é uma falta de respeito com o Brasil e com Brasília”, comentou um senador em nota. Nas redes sociais, internautas lançaram a hashtag #BrasíliaNãoÉPerigosa, contestando a fala do presidente norte-americano.
Enquanto isso, em Washington, manifestantes contrários à intervenção se reuniram em frente à Casa Branca com cartazes pedindo o fim da medida e a preservação da autonomia da cidade.
A polêmica reacende o debate sobre o uso político de estatísticas criminais e mostra como declarações de líderes mundiais podem gerar impactos diplomáticos imediatos.
Redação



