O clima esquentou no Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF). Nesta segunda-feira (11), o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) suspendeu as eleições da entidade após denúncias graves: nomes de médicos já falecidos constavam na lista oficial de votantes.
A denúncia partiu da chapa de oposição ao atual presidente do sindicato, que apontou falta de transparência e impossibilidade de fiscalização no processo eleitoral. O caso foi parar na Justiça, que atendeu ao pedido e determinou a paralisação imediata da votação.
O desembargador Gilberto Martins, responsável pela decisão, foi direto: a credibilidade da lista de eleitores é essencial para a legitimidade de qualquer eleição. “A presença de pessoas falecidas, ainda que identificadas, compromete o processo”, destacou.
Segundo o sindicato, apenas 10 casos de médicos falecidos foram encontrados entre os 3.689 eleitores aptos, o que representaria 0,027% da lista. A entidade ainda garantiu que o sistema Web-Votanet, utilizado para a votação e validado pelo CPF, é seguro e conta com supervisão do TRE-DF.
Mesmo assim, o TRT determinou que o Tribunal Regional Eleitoral do DF explique, em até 10 dias, como o sistema impede que pessoas mortas ou inelegíveis votem.
Agora, a eleição fica suspensa até que a Justiça conclua a apuração das denúncias — e a categoria médica aguarda para saber se o voto no seu sindicato é realmente limpo e seguro.
Redação



