Um nome tem se espalhado pelos bastidores do setor imobiliário como sinônimo de fraude, destruição e impunidade: Reges Siqueira Neves, conhecido como o “Reges Papeleiro”. Natural de Goiás, ele é acusado de liderar uma rede de golpes milionários, envolvendo falsificação de documentos, vendas de imóveis inexistentes, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. O caso mais recente, que já tramita na Justiça, escancara a dimensão da fraude: um prejuízo que ultrapassa R$ 51 milhões.
O golpe de R$ 51 milhões: imóveis fantasmas e contratos fraudulentos
Segundo denúncia formal apresentada pela 999 HOLDING LTDA, Reges firmou, em 22 de março de 2022, um contrato de compra e venda de imóveis no valor de R$ 30 milhões. Nenhum valor foi pago. Em vez disso, descobriu-se que os imóveis foram ilegalmente transferidos a terceiros, utilizando documentos falsificados, como distratos fantasmas e certidões adulteradas — tática que, segundo as vítimas, faz parte de seu modus operandi criminoso.
Papéis frios e promessas vazias: o “Rei dos Documentos Falsos”
As investigações apontam que Reges atua com precisão cirúrgica na falsificação de papéis, criando fazendas fictícias, manipulando registros públicos e emitindo contratos forjados com aparência legítima. Essa habilidade em criar “provas legais” falsas rendeu a ele o apelido de “Reges Papeleiro” — por trás de cada papel assinado, uma armadilha cuidadosamente montada para ludibriar vítimas em diferentes estados, como São Paulo, Goiás e o Distrito Federal.
O impacto é devastador: pessoas físicas, empresários e investidores, acreditando em documentos aparentemente válidos, acabam lesados e sem qualquer amparo imediato. Enquanto isso, Reges segue calado diante da Justiça, ignorando intimações e recusando-se a apresentar qualquer defesa formal.
Acusações gravíssimas e supostas ligações com autoridades
A lista de crimes atribuídos a Reges é extensa:
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Falsificação de documento público (Art. 297, CP)
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Falsidade ideológica (Art. 299, CP)
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Estelionato (Art. 171, CP)
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Fraude contra credores (Art. 179, CP)
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Lavagem de dinheiro (Lei 9.613/98)
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Organização criminosa (Lei 12.850/13)
O que mais preocupa é o sentimento de impunidade que ronda o caso. Em conversas privadas, Reges teria afirmado, segundo fontes, que possui apoio de membros da cúpula da polícia em São Paulo e que “não será preso” por causa de suas “amizades influentes”.
A denúncia é grave e será oficialmente apurada pela nossa equipe junto às autoridades competentes, que devem se manifestar sobre possíveis conexões indevidas e o andamento das investigações.
Silêncio ensurdecedor e urgência de resposta
Enquanto as provas se acumulam, Reges permanece em silêncio. Para as vítimas e especialistas jurídicos, essa atitude representa mais que covardia — é uma estratégia de quem confia na impunidade. “Esse silêncio é tão criminoso quanto os atos praticados”, afirma um dos advogados do caso.
A 999 HOLDING LTDA já protocolou pedido de prisão preventiva, alegando risco de continuidade dos crimes, destruição de provas e ameaça à ordem pública. O temor é que, sem uma resposta rápida da Justiça, novas vítimas sejam enganadas e mais vidas sejam afetadas.
A hora da Justiça: sociedade exige ação imediata
Diante da gravidade do caso, cresce a pressão por uma resposta firme do Judiciário e do Ministério Público. Cartórios envolvidos nas transações fraudulentas devem ser auditados e todas as vítimas convocadas a depor para ampliar o escopo da denúncia.
Este caso não é apenas um golpe financeiro: é um ataque direto à estrutura jurídica e à confiança institucional do país. Se nada for feito, abre-se precedente para que crimes semelhantes se repitam em escala nacional.
O “Goiás da Gente” seguirá acompanhando este caso de perto, cobrando das autoridades as devidas respostas e dando voz às vítimas que hoje lutam não só por justiça, mas por dignidade.
Se você conhece outras vítimas ou tem informações relevantes sobre esse caso, envie uma denúncia segura e anônima para nossa redação. A verdade precisa vir à tona.
Redação



