O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se, no início desta semana, pela cassação da chapa de Sandro Mabel e pela inelegibilidade do governador Ronaldo Caiado. A recomendação tem como base denúncias de jantares realizados no Palácio das Esmeraldas durante as eleições municipais de Goiânia, em outubro de 2024.
De acordo com o parecer assinado pelo promotor Astúlio Gonçalves de Souza, há indícios de que o governador utilizou o Palácio das Esmeraldas, um bem público de acesso restrito, para promover eventos de caráter político. O objetivo seria obter apoio para os candidatos Sandro Mabel, Cláudia da Silva Lira e Antônio Scodro. A conduta é apontada como violação do artigo 73, inciso I, da Lei nº 9.504/97, que estabelece normas para garantir a isonomia nas eleições.
Detalhes do parecer
No documento, o promotor destaca que “o investigado Ronaldo Ramos Caiado usou o Palácio das Esmeraldas para a realização de eventos de natureza política, mais precisamente de busca de apoio”. Além disso, o parecer afirma que os encontros promovidos no local tinham como propósito explícito angariar apoio político durante o período eleitoral.
O Ministério Público Eleitoral concluiu pela procedência dos pedidos apresentados na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que tramita no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás.
Os eventos investigados
Segundo o processo, dois jantares realizados no Palácio das Esmeraldas estão sob investigação. O primeiro aconteceu em 7 de outubro de 2024 e teria sido direcionado a vereadores eleitos. No evento, Ronaldo Caiado, acompanhado por Sandro Mabel, buscava consolidar alianças políticas.
O segundo encontro, ocorrido dois dias depois, reuniu suplentes de vereadores e outras lideranças políticas. Ambos os eventos teriam sido marcados por discursos explícitos de apoio à candidatura de Sandro Mabel, segundo os denunciantes.
O caso segue em análise pela Justiça Eleitoral, que decidirá sobre as possíveis sanções aos envolvidos.
Redação