sábado , 5 abril 2025

Justiça Eleitoral investiga possível fraude eleitoral em Aragoiânia e outros municípios do Brasil

A Justiça Eleitoral está investigando suspeitas de irregularidades nas eleições de 2024 em Aragoiânia, Goiás, e em outros 81 municípios pelo país. A apuração pode levar à anulação dos resultados em caso de comprovação das denúncias.

Apesar de o empresário Waldir da Fokus ter vencido as eleições em Aragoiânia, ele não é o alvo direto das investigações. O foco principal está no aumento expressivo do eleitorado na cidade: de 8.299 eleitores em 2020 para 10.340 em 2024, representando um crescimento superior a 24%.

Para fins de comparação, Guapó, município próximo, registrou um aumento de apenas 12%, passando de 13.054 para 14.675 eleitores no mesmo período.

Nas eleições de 2020, 6.900 eleitores de Aragoiânia compareceram às urnas, gerando 6.640 votos válidos. Zé Garcia foi eleito com 2.313 votos, derrotando Luizão, que obteve 1.916. Já em 2024, mesmo aumentando sua votação para 2.866 votos, Zé Garcia foi superado por Waldir, que conquistou 4.954 votos.

O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) confirmou a existência de investigações em andamento pela Polícia Civil em Aragoiânia e pela Polícia Federal em Santo Antônio do Descoberto. Também houve pedidos de revisão do eleitorado em alguns municípios, mas esses foram negados por falta de indícios concretos de irregularidade.

Goiás lidera crescimento suspeito do eleitorado

Goiás é o estado com maior número de cidades sob suspeita, com 18 municípios registrando aumentos acima de 20% no número de eleitores. Entre eles, Guarinos lidera com um crescimento de 46%. Em Davinópolis, o número oficial de eleitores, 4.405, ultrapassa mais que o dobro da população contabilizada pelo IBGE.

Fraudes nos comprovantes de residência

As investigações apontam possíveis fraudes na transferência de domicílios eleitorais. Para realizar a mudança, o eleitor deve comprovar vínculo residencial, familiar, profissional ou comunitário com a nova cidade. Há indícios de que contas falsas de luz, água e esgoto tenham sido emitidas por servidores públicos para atender a essa exigência.

Possíveis penalidades

Caso confirmadas as irregularidades, os envolvidos poderão ser enquadrados nos artigos 289 e 290 do Código Eleitoral, sujeitos a penas de dois a cinco anos de prisão, além de multa.

As investigações continuam, e os resultados poderão impactar significativamente o cenário eleitoral dos municípios sob suspeita.

Redação

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