Na manhã desta quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025, a Polícia Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou a Operação Panaceia, visando investigar supostos desvios de recursos públicos na área da saúde em Goiás entre 2012 e 2018. Entre os alvos da operação está o ex-governador do estado e atual presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo.
A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão, sendo dez em Goiânia e um em Brasília. Além disso, a Justiça determinou o sequestro de mais de R$ 28 milhões dos investigados. As investigações apontam que os desvios ocorreram por meio de contratos firmados entre o governo estadual e uma Organização Social (OS), que subcontratava empresas ligadas a políticos e administradores da própria OS. Parte dos recursos retornava a esses agentes, configurando um esquema ilegal.
Em nota, Marconi Perillo afirmou ser inocente e classificou a operação como uma perseguição política. Ele declarou: “Eles sabem da minha inocência e idoneidade. Não encontraram e não encontrarão nada contra mim. Nunca fiz o que narram. Só se fabricarem. Criarem factoides.” Perillo também questionou o momento da operação, sugerindo que ela ocorreu em retaliação às denúncias que ele tem feito contra o atual governo de Goiás.
A OS Gerir, citada nas investigações, repudiou a operação, alegando tratar-se de um “ato de retaliação política” e afirmando que as investigações, iniciadas há mais de cinco anos, violam o princípio constitucional da duração razoável do processo, expondo os investigados a constrangimento ilegal e injustificado.
O Governo de Goiás informou que a Organização Social em questão nunca prestou serviços à atual gestão e que, a partir de 2019, foram implementados controles internos para garantir a transparência na aplicação dos recursos públicos, visando impedir desvios.
A Operação Panaceia investiga crimes de peculato (desvio de recursos públicos), corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas para esses delitos podem ultrapassar 40 anos de prisão.
O nome da operação faz referência à deusa grega da cura, Panaceia, e é utilizado como sinônimo de “cura-tudo” ou “remédio para todos os males”
Redação